Tendências para o pequeno e médio varejo

Tendências para o pequeno e médio varejo

Roseli Garcia é diretora de Rede da Boa Vista SCPC

Começo esse artigo com um alerta voltado ao pequeno e médio varejista: eu sei que é difícil ficarmos antenados a todo o momento nas novidades do mercado. No entanto, lembrem-se sempre: é impossível evitar as novas tendências do varejo moderno, que se mostram presentes a cada dia.

Apesar dessa necessidade absoluta de atualização, não há o que se temer. Mesmo com toda a voracidade dos grandes varejistas, apenas é necessário entender o diferencial competitivo e como trabalhá-lo. Parece algo intangível, porém, ninguém conhece melhor o cliente do que aquele que o atende cotidianamente na ponta – e o pequeno e médio empresário fazem isso com maestria.

Aliás, esse diferencial de conhecer e lidar com o cliente é vital no atual cenário do varejo, uma vez que o atendimento é o fator que o consumidor mais leva em consideração na hora de escolher um estabelecimento. Sendo assim, vale reforçar sempre: funcionários motivados, bem treinados, que encantem o cliente em vez de simplesmente “empurrar-lhe” produtos. Isso cria diferencial competitivo e, na maior parte das vezes, personaliza no subconsciente o famoso “volte sempre, obrigado”.

A variedade de produtos/serviços também é ordem do dia. Quando o consumidor procura um estabelecimento, é porque ele tem uma necessidade que precisa ser suprida. Quando se fala disso, o que vem à mente é ter sempre um estoque recheado de mercadorias. No entanto, irei abordar alguns pontos que vão além disso. Primeiro: a trivial pergunta “há algum item na loja que você procurou e não encontrou?” sempre fornece informações preciosíssimas para o seu estoque. Segundo: o produto deve estar bem exposto. Se o indivíduo não avistar o item, isso significa simplesmente que ele não estava à venda – ou seja, o campo visual deve ser explorado com amplitude.

O terceiro item está intimamente ligado ao primeiro, que é o atendimento: ambiente agradável. Uma loja é como se fosse um lar, e o cliente, ao adentrar em uma, quer sentir-se como se estivesse visitando uma casa bonita de um ente querido. Isso significa que, além de ser bem tratado, o cliente almeja estar em um ambiente esteticamente bonito, bem arejado, limpo e organizado. Isso cativa o consumidor em um sentido mais amplo, fazendo com que ele se sinta bem-recebido e mostrando que a loja está à disposição dele. Em outras palavras: cria vínculos.

Agora sim vamos falar do quarto item, que muitos colocam em primeiro: o preço. É um elemento que, sem dúvidas, faz toda a diferença nesses tempos em que o consumidor literalmente faz orçamentos em um clique. O preço é sim importantíssimo para ações pontuais; no entanto, não se engane: ele sozinho não é capaz de sustentar ações contínuas com o cliente. Muito pouco adianta ter um preço competitivo com uma equipe pouco habilitada, produtos que não atendem aos desejos e necessidades dos consumidores e, para completar, um ambiente inóspito.

Para finalizar, faça esse exercício em seu empreendimento: avalie como estão, nesta mesma ordem de importância: atendimento, variedade, ambiente e preço. Eu não tenho dúvidas de que você encontrará uma forma de melhorar sua pequena empresa e, o mais importante, isso fará toda a diferença em seus negócios. Pode apostar!

Comentários

comentários

Posts relacionados

CAGED: Setembro registra sexto saldo positivo consecutivo

Segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho, em setembro o saldo de vagas no mercado de trabalho (diferença entre novas contratações e demissões) foi positivo em 34,4 mil postos. Deste modo, a leitura atual contrasta quando comparado ao mesmo período do ano anterior, quando foram encerradas 39,3…

Movimento do Comércio sobe 1,5% em setembro

O Indicador Movimento do Comércio, que acompanha o desempenho das vendas no varejo em todo o Brasil, subiu 1,5% em setembro quando comparado a agosto na análise com ajuste sazonal, de acordo com os dados apurados pela Boa Vista SCPC. Na avaliação acumulada em 12 meses (outubro de 2016 até setembro de 2017 frente ao…

IBC-BR recua 0,38% em agosto e 1,0% no acumulado 12 meses

18 de outubro 2017 – Segundo o Banco Central, o indicador antecedente da atividade econômica (IBC-BR[1]) recuou 0,38% na comparação mensal contra o mês de julho (dados dessazonalizados). Considerando a variação acumulada em 12 meses, o ritmo de queda segue diminuindo: a leitura de agosto apresentou um recuo de 1,0% (após registrar queda de 1,4%…