O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)[1] recuou 0,31% no mês de abril. No acumulado em 12 meses houve recuo para 2,4%, 0,9 p.p. abaixo da variação observada em março.  Com esse resultado, o indicador acumulou alta de 0,22% no ano.

O grupo Transportes (-0,54 p.p.) foi o que registrou maior impacto negativo sobre o índice geral no mês. Resultado da queda dos preços observada nos combustíveis (-9,59%), com destaque para gasolina (-9,31%), o etanol (-13,51%) e o óleo diesel (-6,09%). O grupo Artigos de residência também teve destaque, apresentando baixa de 1,37% no período.

O recuo dos preços no grupo Artigos de residência deveu-se, principalmente, a queda de 2,92% em itens mobiliário e 3,58% em eletrodomésticos e equipamentos.

Por outro lado, o grupo Alimentação e bebidas apontou a maior contribuição positiva do mês ao avançar 1,79% com impacto de 0,35 p.p. sobre o índice geral.

O indicador apresentou a menor variação mensal para o IPCA desde agosto de 1998, que recuou 0,51% no período, contribuindo intensamente para desacelerar a inflação na análise em 12 meses e posiciona-lo 1,6 p.p. abaixo da meta, tal resultado se encontra abaixo abaixo do intervalo mínimo da meta de 2020 e atinge a marca de 2,4% na análise em 12 meses. Com isto, a perspectiva é de que a inflação fique abaixo do intervalo mínimo da meta em 2020, encerrando o ano em torno de 1,97%, ainda sujeito a mais variações em função da pandemia de COVID-19.

 

[1] O IPCA considera famílias com rendimentos de 01 a 40 salários mínimos e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.