Comentários: 
• Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Confiança da Indústria (ICI) foi de 111,3 pontos em janeiro após ter registrado baixa de 3,1% em relação ao mês anterior na série de dados dessazonalizados.
• Mantida a base de comparação anterior, o Índice da Situação Atual (ISA) recuou 3,0%, ao passo que o Índice de Expectativas (IE) também apresentou queda de 3,0%.
• Em relação ao mesmo período do ano passado (comparação interanual), o ICI, o ISA e o IE registraram avanços de 11,2%, 16,4% e 4,6%, respectivamente.

Perspectivas:
• Na mesma via dos outros indicadores de confiança, que após um período de esperada retomada apontaram sinais de enfraquecimento, o Índice de Confiança da Indústria, que vinha apresentando ótimos resultados desde o ápice da crise derivada do coronavírus, por fim apresentou queda no mês, no entanto ainda se manteve em alta e acima dos níveis observados antes da crise.
• O resultado, apesar de não ter sido suficiente para reaquecer a atividade industrial no mesmo período, aponta para uma retomada mais vigorosa em 2021, com condições muito favoráveis à indústria como um todo, não apenas em termos de confiança, como também, em relação a juros mais baixos e disponibilidade de crédito.
• A despeito da intensificação da nova onda de contágio do novo coronavírus, o avanço para uma vacina eficaz no combate ao vírus também ganhou força neste período. Este fator é fundamental para destravar a economia como um todo, não somente a Indústria, como também, o Comércio e os Serviços.

• A queda da confiança foi observada em 14 dos 19 segmentos industriais pesquisados e ainda se deve, sobretudo, à piora na percepção da situação atual pelos empresários aliada a uma diminuição do otimismo para os próximos três e seis meses.
• O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) apresentou alta no período, passando de 79,3% em dezembro para 79,9% em janeiro, já descontados os fatores sazonais, mantendo-se pouco acima da média histórica do indicador, de 79,5%.