Câmbio competitivo para a indústria é inviável

Por Marcel Caparoz e Everton Carneiro, da RC Consultores

Estudo realizado pela RC Consultores indica que a taxa de câmbio competitiva para a indústria estaria em torno de R$/US$ 2,60. A análise levou em consideração o aumento nominal dos salários na indústria paulista, medido pela FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que aumenta os custos do setor, e a taxa de câmbio necessária para contrabalancear essa perda de competitividade. No entanto, na atual conjuntura, parece inviável que essa taxa seja atingida neste ano. Ontem o dólar PTAX foi negociado a R$ 2,28.

A elevada taxa de juros no Brasil atrai grandes somas de capital externo, principalmente sob a forma de Investimentos em Carteira, com a compra de títulos públicos. Além disso, os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) continuam com forte saldo positivo. Esta entrada maciça de dólares contribui para manter o Real apreciado. Outro ponto é a inflação. A moeda mais depreciada encareceria as importações, que inclui consumo e insumos utilizados por alguns setores da economia, contribuindo para elevar ainda mais a inflação, que atualmente já está em 6,52% no acumulado em 12 meses, acima do teto da meta. Apesar da volatilidade e desvalorização do Real nos últimos dias, a RC Consultores projeta taxa de câmbio de R$ 2,35 no final deste ano.

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